Brasil chega a 1 milhão de elétricos e híbridos — e 6 em cada 10 foram vendidos nos últimos 21 meses

No dia 24 de setembro de 2026, o Brasil emplacou o seu milionésimo carro eletrificado. O anúncio foi feito pela ABVE, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, e virou manchete no país inteiro.

Mas o número redondo esconde o que realmente importa. O milhão não foi construído aos poucos. Ele aconteceu quase todo agora.

Para chegar aos primeiros 220 mil, o país levou doze anos. Para fazer os 600 mil seguintes, levou menos de dois.

📌 Em resumo: Segundo a ABVE, o Brasil atingiu 1 milhão de veículos leves eletrificados emplacados desde 2012 — a conta inclui 100% elétricos, híbridos plug-in e híbridos convencionais, e deixa de fora os micro-híbridos. A virada é recente: cerca de 6 em cada 10 foram emplacados de janeiro de 2025 para cá, e quase 8 em cada 10 de janeiro de 2024 para cá. Em agosto de 2026, os eletrificados foram 21,8% dos carros novos vendidos no país; em novembro de 2023 eram 5,2%. Para quem compra seminovo, a consequência é direta: o elétrico e o híbrido usados ainda estão começando a chegar ao mercado — e vão chegar em volume nos próximos anos.


O que é esse 1 milhão

A conta é da ABVE e soma todos os veículos leves eletrificados emplacados no Brasil de janeiro de 2012 até 24 de setembro de 2026. Entram quatro tecnologias:

Ficam de fora os micro-híbridos (MHEV), aqueles em que o motor elétrico só auxilia e não move o carro sozinho. Se essas siglas ainda confundem, a gente explicou cada uma no guia das siglas dos eletrificados.

Nas palavras de Ricardo Bastos, presidente da ABVE: "A eletromobilidade não é mais uma expectativa para o futuro, mas a realidade do presente."


A parte que impressiona: a velocidade

Ano Eletrificados emplacados
2012 117
2016 1.091
2024 177.358
2025 223.912
2026 (janeiro a agosto) 328.483

Olhando esses números oficiais com calma, saem três leituras que quase ninguém fez:

1. Um ano valeu por doze. De 2012 a 2023, o Brasil somou cerca de 220 mil eletrificados. Só em 2025 foram 223.912. Um único ano vendeu mais do que os doze primeiros juntos.

2. Seis em cada dez têm menos de 21 meses. De janeiro de 2025 até 24 de setembro de 2026, foram emplacados cerca de 602 mil — 60% de tudo o que o país já vendeu de elétrico e híbrido.

3. A fatia do mercado quadruplicou em menos de três anos. Em novembro de 2023, 5,2% dos carros novos vendidos eram eletrificados. Em agosto de 2025, 9,4%. Em agosto de 2026, 21,8% — mais de um em cada cinco.

Agosto de 2026, aliás, foi o melhor mês da história: 57.386 eletrificados emplacados.


A "cara feia" acabou

Quem trabalha com carro há tempo lembra bem de como era essa conversa.

"Até pouco tempo atrás tinha preconceito com carro elétrico. Ninguém queria, o pessoal fazia cara feia. Essa mudança já aconteceu. Hoje, mesmo aqui no interior, o cliente já chega procurando elétrico e híbrido." — Gabriel Bagatini, sócio da Covel Veículos

O dado nacional mostra a mesma coisa, e com um detalhe que chama atenção: o brasileiro não está ficando no meio do caminho. Em agosto, 83% dos eletrificados vendidos eram de tomada — 47,3% totalmente elétricos e 35,8% híbridos plug-in. O híbrido convencional, que muita gente imaginava ser a porta de entrada, ficou com a menor parte.

O elétrico mais vendido de 2026 é o BYD Dolphin Mini; o híbrido plug-in mais vendido, o BYD Song. Não são carros de nicho: são os modelos que mais aparecem na rua. Sobre o papel das marcas chinesas nessa história, vale ler por que o Brasil virou o maior comprador de carros chineses do mundo.


E aqui no interior?

A virada não ficou só nas capitais. Em agosto, a região Sul respondeu por 17,5% dos eletrificados emplacados no país — 10.058 veículos em um mês.

Aqui na loja, em Encantado, os registros contam a mesma história em escala menor:

E tem um capítulo dessa história que os números de carro não mostram: no interior, a eletrificação começou pelas duas rodas.

Desde dezembro de 2020, a Covel já vendeu mais de 460 motos, triciclos e bicicletas elétricas. Só em 2026, até 11 de setembro, foram 164.

Faz sentido que tenha começado por aí. A moto e o triciclo elétrico carregam numa tomada comum, custam uma fração de um carro e resolvem exatamente o trajeto curto do dia a dia de uma cidade pequena. Quem dizia que "elétrico não é coisa do interior" já tem um vizinho andando em um.


O que quase ninguém percebeu: o eletrificado usado ainda está para chegar

Aqui está a leitura que mais interessa a quem compra seminovo.

Se quase 8 em cada 10 eletrificados do Brasil foram emplacados de janeiro de 2024 para cá, isso quer dizer que a imensa maioria deles ainda está na mão do primeiro dono. São carros com um ou dois anos de uso.

Por isso o elétrico e o híbrido usados ainda são minoria nos pátios — não é falta de interesse, é idade da frota. E por isso mesmo a conta dos próximos anos é simples: os mais de 600 mil vendidos desde 2025 vão começar a ser trocados. A oferta de eletrificado seminovo vai crescer muito, e rápido.

Para quem compra, isso traz três mudanças:

1. Mais opção e preço mais acessível. O eletrificado deixa de ser só carro zero e passa a existir na faixa do seminovo.

2. Perguntas novas na hora da compra. Quilometragem e revisão continuam valendo, mas entram itens que não existiam: o estado da bateria, a garantia que ainda resta nela e a potência de recarga que o carro aceita. Explicamos os dois primeiros em quanto dura a bateria de um carro elétrico e o terceiro no artigo sobre a recarga em 9 minutos.

3. Ninguém precisa correr. Mesmo no mês recorde, 78% dos carros novos vendidos no Brasil ainda não eram eletrificados. O carro flex segue sendo a maior parte do que roda e do que se vende. A mudança é rápida, mas não é um precipício.


Sendo justo: não é para todo mundo, ainda

Ritmo de mercado não é motivo para comprar o carro errado.

O elétrico funciona muito bem para quem roda trajetos curtos e tem onde carregar em casa ou no trabalho. Para quem pega estrada com frequência, o híbrido costuma ser a ponte mais sensata. E para muito perfil de uso, o flex ainda é a escolha que fecha a conta.

A decisão certa sai de três perguntas — quanto você roda por dia, onde o carro dorme e com que frequência você viaja. Montamos um guia por perfil de uso exatamente para isso.


Como a Covel se preparou para essa virada

A Covel vende carro em Encantado desde 1984. Já atravessou a chegada da injeção eletrônica, do flex e do câmbio automático. A eletrificação é a mudança da vez — e a gente não esperou ela bater na porta para se organizar:

Se você está pensando em dar esse passo — ou só quer entender se ele faz sentido para o seu caso —, fala com a gente no WhatsApp. Avaliamos o seu carro atual na troca e mostramos as contas sem pressa.


Perguntas frequentes

Quantos carros elétricos e híbridos o Brasil tem?

Segundo a ABVE, o Brasil chegou a 1 milhão de veículos leves eletrificados em 24 de setembro de 2026. A conta soma os emplacamentos desde janeiro de 2012 e inclui 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos convencionais (HEV e HEV Flex). Os micro-híbridos não entram.

Quantos eletrificados foram vendidos em 2026?

De janeiro a agosto de 2026 foram 328.483 emplacamentos, segundo a ABVE — mais do que em todo o ano de 2025, que fechou com 223.912. Agosto foi o mês recorde, com 57.386 unidades.

Qual a participação dos elétricos e híbridos nas vendas de carros novos?

Em agosto de 2026, os eletrificados representaram 21,8% dos carros novos vendidos no Brasil. Em agosto de 2025 eram 9,4%, e em novembro de 2023, 5,2%.

O brasileiro compra mais elétrico ou mais híbrido?

Em agosto de 2026, 47,3% dos eletrificados vendidos eram 100% elétricos e 35,8% eram híbridos plug-in — juntos, 83% do total. Os híbridos convencionais e híbridos flex somaram o restante. O elétrico mais vendido de 2026 é o BYD Dolphin Mini.

Por que ainda é difícil achar carro elétrico usado?

Porque a frota é muito nova. Quase 8 em cada 10 eletrificados do país foram emplacados de janeiro de 2024 para cá e ainda estão com o primeiro dono. À medida que esses carros forem trocados, a oferta de seminovos eletrificados tende a crescer bastante.

O que olhar ao comprar um elétrico ou híbrido usado?

Além de quilometragem, histórico e revisão, vale verificar o estado da bateria, quanto tempo de garantia de fábrica ainda resta nela e qual a potência de recarga que o carro aceita. Também é importante confirmar se você tem onde carregar em casa ou no trabalho.

Carro elétrico funciona no interior do Rio Grande do Sul?

Funciona bem para quem roda trajetos curtos e tem recarga em casa ou no trabalho. Para quem viaja muito, o híbrido costuma ser mais indicado enquanto a rede de recarga rápida não se espalha. Em agosto de 2026, a região Sul respondeu por 17,5% dos eletrificados emplacados no Brasil.

A Covel Veículos trabalha com carros elétricos e híbridos?

Sim. A Covel é uma revenda multimarcas em Encantado/RS e trabalha com elétricos, híbridos e flex, além de motos, triciclos e bicicletas elétricas. A loja tem estação de recarga própria — um carregador WEG de 7,4 kW com conector Tipo 2, gratuito para clientes — e orienta a escolha da tecnologia pelo perfil de uso de cada cliente.


Fontes: Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) — comunicados de 9 e 25 de setembro de 2026 e ABVE Data; CNN Brasil (28/09/2026). Os percentuais de 60% e de quase 80% são cálculos nossos sobre os números anuais divulgados pela ABVE. Os dados de vendas da Covel são dos registros da própria loja, de outubro de 2019 a 11 de setembro de 2026.

A Covel Veículos está na Rua Júlio de Castilhos, 1783, no Centro de Encantado/RS, desde 1984 — mais de 15 mil carros vendidos. Seminovos com revisão documentada, sem carros de leilão, e garantia de até 2 anos em seminovos selecionados. WhatsApp: (51) 3751-1721.