A moto elétrica autopropelida é cada vez mais usada para ir ao trabalho, à escola e ao centro. Não precisa de CNH, não tem placa, não gasta gasolina.
Mas sem CNH não quer dizer sem regra. Na rua, quem está na moto elétrica é um veículo como qualquer outro, e os motoristas esperam dele o mesmo que esperam de todo mundo: andar no sentido certo, sinalizar e respeitar a sinalização.
Este artigo é baseado no Guia Prático do Cliente da Covel Eco, com os desenhos do guia, para quem está começando e para quem já usa todo dia.
📌 Em resumo: Antes de sair, lembre destas 5: (1) capacete afivelado e veículo conferido; (2) sempre no sentido do trânsito, nunca na contramão; (3) à direita, com espaço lateral e farol aceso; (4) reduza em cruzamentos, rótulas e travessias; (5) distância dos carros, sem celular e sem álcool. Pela Resolução Contran 996/2023, o autopropelido não exige CNH nem placa, mas na rua segue as mesmas regras de circulação da bicicleta.
Antes de tudo: não é bicicleta, é trânsito
Quem aprendeu a andar de bicicleta costuma levar os mesmos costumes para a moto elétrica. É aí que mora o risco. Ela é mais pesada (precisa de mais espaço para frear), mais rápida (chega fácil a velocidades que pouca gente faz pedalando) e silenciosa (pedestres e motoristas não ouvem você chegando).
| Costume de bicicleta | Na moto elétrica |
|---|---|
| Subir na calçada para cortar caminho | Calçada é do pedestre. Só onde for liberado, a passo de caminhada |
| Andar na contramão "só um pedacinho" | Nunca. Sempre no sentido do trânsito |
| Passar no vermelho quando "não vem ninguém" | Semáforo, PARE e placas valem para você |
| Costurar entre carros e pedestres | Linha reta e previsível, na sua faixa |
| Virar sem avisar | Pisca ligado antes de toda conversão |
| Atravessar a faixa de pedestres montado | Desligue, desça e atravesse empurrando |
O que diz a lei sobre o autopropelido
"Moto elétrica" é o nome popular. Este guia trata dos autopropelidos, definidos pela Resolução Contran 996/2023: veículo elétrico com potência nominal de até 1.000 W, velocidade máxima de fabricação de até 32 km/h, até 70 cm de largura e até 1,30 m entre eixos. Os quatro limites valem juntos. Dentro deles, o veículo não exige CNH, placa, registro nem licenciamento.
Isso não tira as responsabilidades no trânsito:
- Onde a resolução prevê que ele circule, quando o órgão de trânsito da via autoriza: ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas; ruas com limite de velocidade de até 40 km/h; e calçada só onde o município liberar, a até 6 km/h, que é passo de pedestre.
- Na rua: valem as regras de circulação da bicicleta, ou seja, pela direita e no mesmo sentido dos carros.
- Não altere o limitador de velocidade. Acima dos limites da norma, o veículo deixa de ser autopropelido e passa a ser ciclomotor, motoneta, motocicleta ou triciclo, conforme o caso, com placa e habilitação.
- As regras podem mudar de cidade para cidade. A resolução não fixa idade mínima nem exige capacete, e é o órgão de trânsito local que autoriza onde circular. Na dúvida, consulte o trânsito da sua cidade.
Antes de rodar, domine os comandos

Cada modelo tem seus detalhes. O manual que veio com o seu mostra onde fica cada botão.
- O elétrico responde na hora. O motor entrega força assim que você gira o acelerador. Ligue só quando estiver posicionado, com as duas mãos no guidão, e gire devagar.
- Desligue antes de descer. Um toque sem querer no acelerador faz o veículo arrancar. Ao parar, estacionar ou empurrar, desligue.
- Comece no modo mais lento nas primeiras semanas e em lugares movimentados.
- Ré só para manobrar, se o seu modelo tiver: parado, bem devagar, olhando para trás. Nunca na pista com trânsito.
Na retirada, peça para a equipe da loja mostrar todos os comandos do seu modelo, e guarde o manual.
Antes de sair: prepare você e o veículo
Capacete em toda saída: no tamanho certo, firme na cabeça, com a cinta afivelada antes de ligar o veículo. Use também nos trajetos curtos. Calçado fechado e roupa clara; à noite, colete ou faixa refletiva.
Confira antes de ligar:
- Freios: aperte os dois manetes e teste em baixa velocidade.
- Luzes e pisca: farol, lanterna, luz de freio e os dois piscas acendendo.
- Bateria: carga para ir e voltar, com sobra.
- Pneus: calibrados e sem cortes ou desgaste.
- Buzina e espelhos: funcionando e ajustados.
- Painel: modo de velocidade certo para o trajeto.
E faça o trajeto na cabeça: o caminho mais calmo vale mais que o atalho pela avenida, mesmo que seja um pouco mais longo. Celular guardado, sem fones e sem álcool.
Primeira vez: treine antes de ir para a rua

Em estacionamento vazio ou rua sem movimento, de preferência com alguém acompanhando:
- Sair e parar: acelere devagar, ande uns 10 m e pare com os dois freios. Repita até sair sem tranco.
- Frear no ponto: escolha uma marca no chão e pare exatamente nela. Aumente a velocidade aos poucos.
- Desviar: contorne cones ou garrafas a uns 3 m um do outro. Olhe para o próximo, não para o chão.
- Curva em U: faça a volta devagar, olhando para onde quer ir. Depois, tente num espaço menor.
- Olhar para trás: ande em linha reta, olhe por cima do ombro e volte a olhar para a frente sem sair da linha.
- Pisca e buzina: ligue e desligue o pisca e toque a buzina sem tirar os olhos do caminho.
Só vá para o trânsito quando fizer os 6 exercícios sem precisar pensar. Nas primeiras saídas, escolha horários de pouco movimento.
Seu lugar na via: pela direita, no sentido do trânsito

Nunca na contramão, nem por um quarteirão. Quem vem de frente não espera você ali, e quem sai de garagens e esquinas só olha para o lado de onde vêm os carros.
- Com margem do meio-fio: fique à direita, mas sem colar na sarjeta. Deixe espaço para desviar de bueiros, buracos e portas que abrem.
- Previsível, em linha reta: nada de ziguezague nem de passar entre os carros. Quem dirige precisa entender o que você vai fazer.
A porta abre. Você já previu.

- Observe: veja se há gente dentro do carro, luz de freio acesa, rodas virando ou pisca ligado.
- Mantenha espaço: passe a pelo menos uma porta de distância dos carros estacionados.
- Reduza cedo: sem margem segura, espere. Não desvie de repente para a esquerda sem olhar.
O mesmo vale para carros saindo da vaga ou de garagens: o motorista olha para o trânsito dos carros e pode não ver você vindo junto ao meio-fio.
Dois acidentes clássicos de quem anda pela direita

Nos dois casos, o motorista não percebeu um veículo pequeno. Antecipe-se.
- O carro ultrapassa e vira à direita. Ele passa por você e logo dobra, fechando seu caminho. Perto de esquinas e entradas, reduza e observe o pisca de quem acabou de passar. Se ele virar, freie: não tente passar por dentro.
- O carro vem de frente e vira à esquerda. Quem vem no sentido contrário corta sua frente para entrar numa rua ou garagem. Ao ver um carro parado esperando para virar, reduza e esteja pronto para parar. Não suponha que ele te viu.
Três hábitos que evitam os dois: olhe as rodas (as dianteiras mostram para onde o carro vai antes de ele se mexer), reduza nas esquinas, entradas de garagem e postos, e tenha uma saída, com velocidade que permita parar ou desviar. E seja visto: farol aceso também de dia, nada de andar escondido atrás de outro veículo e, em esquinas, fique onde o motorista consegue enxergar você.
Cruzamentos e conversões: olhe antes de avançar
Sem placa nem semáforo, em regra, dê passagem a quem vem pela sua direita. Quem já está na rótula também tem a preferência. E a preferência não elimina a necessidade de conferir se o outro vai parar.
- Pisca cedo e desligado depois: ligue uns 30 m antes de virar. Em muitos modelos ele não desliga sozinho, então desligue depois da curva para não enganar ninguém.
- Ordem da manobra: espelho, pisca, olhar por cima do ombro, reduzir e virar. Só mude a trajetória quando houver espaço seguro.
- Virar à direita: já esteja à direita, reduza bem e faça a curva sem abrir. Cuidado com pedestres atravessando a rua para onde você vai.
- Virar à esquerda: sinalize, confira atrás e vá para perto do centro da via com antecedência (em via de mão única, para a esquerda). Espere uma brecha segura no sentido contrário.
Conversão difícil? Pare à direita, fora do fluxo, desligue, desça e atravesse a pé, empurrando, pela faixa de pedestres. Para quem está começando, isso evita cruzar várias faixas montado.
Rótulas: quem está dentro passa, você vai por fora

- Antes de entrar: reduza e olhe para a esquerda. Espere uma abertura que permita entrar sem obrigar quem já circula a frear ou desviar.
- Circule por fora e saia: fique na faixa de fora, junto à borda, no sentido indicado. Ligue o pisca da direita antes da sua saída e atenção a quem cruza sua frente para sair.
Perdeu a saída? Dê mais uma volta. Nunca pare de repente nem atravesse faixas para "salvar" a saída. Rótula grande e movimentada: quem está começando pode descer e atravessar a pé, pelas faixas de pedestres. A sinalização e as ordens do agente sempre prevalecem.
Placas, semáforos e pedestres
A ordem do agente vem antes do semáforo, e o semáforo vem antes das placas.
- PARE: pare totalmente, olhe e só então siga.
- Preferência (triângulo): reduza e dê passagem. Pare se precisar.
- Limite de velocidade: é o teto da via, não uma meta.
- Proibido virar: a seta riscada mostra a conversão proibida.
- Sentido proibido: não entre; do outro lado da rua é contramão.
- Placas amarelas: avisam um perigo à frente, como travessia de pedestres. Reduza.
- Vermelho: pare antes da linha de retenção, fora da faixa de pedestres. Amarelo: pare se puder com segurança, não acelere para "aproveitar". Verde: confira o cruzamento antes de seguir.
- Amarelo piscando: reduza, observe os conflitos e siga com cautela, respeitando a sinalização de preferência.
- Linhas na pista: as amarelas separam sentidos opostos; as brancas, faixas do mesmo sentido. Não cruze linha contínua.
A faixa precisa ficar livre. Pare antes dela e dê passagem a quem atravessa, mesmo que o sinal já tenha aberto para você. Não tente passar pela frente nem por trás da pessoa em movimento. E lembre: seu veículo é silencioso, pedestres e ciclistas podem não ouvir você chegando. Reduza perto de pontos de ônibus, escolas e saídas de garagem, use a buzina para avisar (não para exigir passagem) e ande com o farol aceso dia e noite. Crianças, idosos e animais podem mudar de direção de repente: ao ver um deles perto da rua, reduza e mantenha distância.
Ponto cego: não fique escondido

A lateral de um ônibus ou caminhão pode desaparecer da visão do motorista, e o lado direito é o pior.
- Espere com distância: evite ficar ao lado, principalmente à direita. Se o veículo grande virar, pode ocupar o espaço onde você está. Aguarde atrás, com margem.
- Ver não é ser visto: enxergar o espelho dele não garante que o motorista percebeu você. Não entre na frente do veículo grande nem dependa de contato visual para avançar.
- No semáforo: não se esprema entre ônibus e calçada. Mesmo parado, você pode estar na trajetória da próxima curva.
- Quando um caminhão passa rente: o vento puxa e empurra. Segure firme o guidão com as duas mãos, mantenha a linha e não freie de forma brusca.
Rodovia: não é lugar de autopropelido
A Resolução 996 não autoriza o autopropelido na rodovia: os lugares previstos são calçada onde o município liberar, ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas e ruas com limite de até 40 km/h. Transitar em local não permitido é infração. Planeje o trajeto por ciclovias e ruas onde a circulação é autorizada, e deixe a rodovia de fora.
Se o caminho cruza uma rodovia, atravesse a pé: pare fora da pista, desligue, desça e atravesse empurrando, em linha reta, só com os dois lados livres. Use passarela ou trevo quando houver.
Distância, frenagem e velocidade certa
Escolha um ponto fixo à frente. Quando o carro da frente passar por ele, conte "mil e um, mil e dois". Chegou ao ponto antes de terminar a frase? Está perto demais. Dois segundos é a referência mínima com tempo bom; com chuva e pouca visibilidade, quatro ou mais.
- Freie com progressividade: os dois freios juntos, apertando aos poucos, com o veículo reto. Freada forte e brusca trava a roda e derruba.
- A curva começa antes de virar: reduza antes de entrar na curva, não dentro dela, e olhe para a saída.
- Olhe adiante: longe, não para a roda da frente. Assim dá tempo de reagir a buracos, pedestres e carros saindo.
- Ao ser ultrapassado: mantenha a linha e a velocidade. Não desvie nem freie de repente.
- Para ultrapassar: só quando necessário, com espelho, pisca e olhar por cima do ombro, e passe com folga. Nunca pela direita de um carro.
- Velocidade certa: mais devagar onde há gente, esquinas e carros estacionados. A velocidade máxima do veículo não é velocidade de cruzeiro na cidade.
Ladeiras, piso e clima
- Descidas: reduza no topo, antes de começar a descer, use os freios aos poucos e não deixe o veículo embalar. Em descida longa, mantenha velocidade baixa do início ao fim.
- Subidas: o veículo perde força e gasta mais bateria. Parou no meio? Segure no freio e arranque devagar.
- Calçamento e paralelepípedo: trepida e escorrega muito quando molhado. Segure firme, reduza e evite freada forte ou curva fechada.
- Chão batido e cascalho: a roda perde aderência fácil. Velocidade baixa, sem movimentos bruscos. Areia solta em curva derruba.
- Buracos e bueiros: olhe longe para desviar com antecedência e sem movimento brusco. Se não der para desviar, reduza, endireite o veículo e passe com os braços relaxados.
- Trilho, valeta e meio-fio: cruze o mais reto possível. De lado, a roda escorrega.
- Chuva: faixas pintadas, tampas de bueiro e folhas escorregam. Evite poças, que escondem buracos.
- Noite: farol, lanterna e roupa clara. Ande mais devagar: você vê buracos e pedestres mais tarde.
- Lombadas: passe de frente, bem devagar, com o veículo reto e os braços relaxados.
Autonomia, carga e estacionamento
A autonomia do catálogo é medida em condições ideais. Na rua, a bateria dura menos com subidas, peso, frio, vento contra e velocidade alta.
- Planeje ida e volta, com sobra. Muitos modelos reduzem a potência com a bateria baixa: não conte com o último tracinho.
- Acabando a carga? Use o modo mais econômico, saia da via com antecedência e nunca fique parado sem luz na pista. Empurre pela calçada, desligado.
- Estacione sem atrapalhar: nada de bloquear calçada, rampa, garagem ou faixa de pedestres. Prefira local coberto e iluminado, desligue e leve a chave.
- Evite furto: trava ou corrente presa a um ponto fixo, não deixe o veículo na rua à noite, anote o número de série e guarde a nota fiscal.
- Carga: nada pendurado no guidão, porque sacolas atrapalham a direção. Use bagageiro, cesto ou mochila.
Recarga e manutenção
Carregue com segurança:
- Use só o carregador original ou o indicado pelo fabricante.
- Tomada em bom estado, sem benjamim nem extensão improvisada.
- Local seco e ventilado, longe de colchões, cortinas e produtos inflamáveis, e fora das rotas de saída da casa.
- Espere a bateria esfriar depois de rodar e não deixe carregando a noite toda sem necessidade.
Calendário de cuidados:
| Quando | O que fazer |
|---|---|
| Toda saída | Freios, luzes, pisca e carga |
| Toda semana | Calibrar os pneus e limpar com pano úmido (nada de jato de água ou lavadora de pressão) |
| Todo mês | Pastilhas de freio, parafusos e cabos |
| Revisão | Na Covel Eco, nos prazos do manual |
Calor anormal, inchaço ou cheiro diferente na bateria? Interrompa o uso e a recarga, se puder fazer isso sem se aproximar do risco, e procure a assistência. Não abra a bateria nem tente consertar em casa. Fumaça ou fogo: afaste-se, tire as outras pessoas do local e ligue 193. Não toque nem transporte a bateria nessas condições.
Guarde o veículo em local coberto, protegido do sol e da chuva, e siga o manual do seu modelo para tempo de carga e armazenamento.
Para pais e responsáveis
Jovens aprendem rápido os comandos. A leitura do trânsito leva mais tempo e precisa de acompanhamento.
- Façam juntos os 6 exercícios de treino antes das primeiras saídas.
- Percorram o trajeto de casa, escola ou trabalho juntos, a pé ou de carro, apontando os pontos de risco, e escolham o caminho mais calmo, não o mais curto.
- Confirmem com o município as regras locais, incluindo a idade mínima.
- Nas primeiras semanas, só de dia. Com chuva forte, o veículo fica em casa.
- Confiram juntos freios, pneus e luzes uma vez por semana, e conversem sobre os quase-acidentes: são a melhor aula.
Vale fazer um combinado por escrito e assinar junto: capacete afivelado, sempre no sentido do trânsito, celular guardado e sem fones, sem mexer no limitador nem fazer modificações, só os trajetos combinados e aviso quando chegar.
Se acontecer um acidente
192 SAMU · 193 Bombeiros · 190 Polícia. Proteja-se do trânsito e chame o socorro, informando o endereço e os riscos. Não mova a vítima nem retire o capacete dela: siga as orientações do atendente. Afaste-se de bateria com fumaça, e não arrisque a vida para salvar o veículo.
Conte com a Covel Eco
Na retirada da sua moto elétrica, peça para a equipe da Covel Eco mostrar todos os comandos do seu modelo, e faça as revisões na loja nos prazos do manual. Ficou com dúvida sobre comandos, manutenção ou cuidados com o seu modelo? A Covel Eco está em Encantado, Arvorezinha e Lajeado, e o site é covel.eco.br.
Perguntas frequentes
Moto elétrica precisa de CNH?
O autopropelido não precisa. Pela Resolução Contran 996/2023, o veículo elétrico com potência nominal de até 1.000 W, velocidade máxima de fabricação de até 32 km/h, até 70 cm de largura e até 1,30 m entre eixos não exige CNH, placa, registro nem licenciamento. Acima de qualquer um desses limites, ele passa a ser ciclomotor, motoneta, motocicleta ou triciclo, conforme o caso, com placa e habilitação.
Moto elétrica pode andar na calçada?
Só onde o município liberar, e a até 6 km/h, que é passo de pedestre. A calçada é do pedestre. Fora disso, a Resolução 996 prevê ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas e ruas com limite de até 40 km/h, sempre pela direita e no sentido do trânsito.
Moto elétrica pode andar na contramão?
Não. Na rua, o autopropelido segue as regras de circulação da bicicleta: pela direita e no mesmo sentido dos carros. Nem por um quarteirão.
Moto elétrica pode andar na rodovia?
Não. A Resolução 996 não inclui a rodovia entre os lugares onde o autopropelido pode ser autorizado a circular, e transitar em local não permitido é infração. Planeje o trajeto por ciclovias e ruas onde a circulação é autorizada. Para cruzar uma rodovia, desça e atravesse a pé, empurrando, só com os dois lados livres.
Quanto tempo dura a bateria da moto elétrica?
Depende do uso. A autonomia do catálogo é medida em condições ideais; subidas, peso, frio, vento contra e velocidade alta fazem a bateria durar menos. Planeje ida e volta com sobra, porque muitos modelos reduzem a potência com a bateria baixa.
Como carregar a moto elétrica com segurança?
Com o carregador original ou o indicado pelo fabricante, em tomada boa, sem benjamim nem extensão improvisada, em local seco e ventilado, longe de material inflamável e fora das rotas de saída da casa. Espere a bateria esfriar depois de rodar e não deixe carregando a noite toda sem necessidade.
Preciso usar capacete na moto elétrica?
A Resolução 996 não exige capacete para autopropelido; confira se há regra local. A orientação da Covel Eco é capacete no tamanho certo e afivelado em toda saída, inclusive nos trajetos curtos, com calçado fechado e roupa clara. À noite, colete ou faixa refletiva.
Fontes e consulta: Código de Trânsito Brasileiro; Resolução Contran nº 996/2023; Condução Segura / DetranRS; SAMU. Material educativo da Covel Eco (outubro de 2026). As regras locais e o manual do veículo complementam este guia. Os desenhos são esquemas didáticos e não representam vias específicas.
A Covel Eco é a marca de mobilidade elétrica da Covel Veículos, que está na Rua Júlio de Castilhos, 1783, no Centro de Encantado/RS, desde 1984, com mais de 15 mil carros vendidos. WhatsApp: (51) 3751-1721.
